O Reencontro dos Primos
Sempre fui muito pervertido. Não me pergunte como começou porque eu sequer me lembro direito — só sei que desde cedo eu já olhava pro mundo com olhos de safado. Me lembro de assistir à TV e ficar com o pau duro vendo as…
Início do roteiro
Sempre fui muito pervertido. Não me pergunte como começou porque eu sequer me lembro direito — só sei que desde cedo eu já olhava pro mundo com olhos de safado. Me lembro de assistir à TV e ficar com o pau duro vendo as bailarinas dançando no Silvio Santos e no Faustão. Meu favorito sempre foi a banheira do Gugu — aquelas mulheres com corpos incríveis, calcinha fio-dental, se esfregando. O Pânico então, nem se fala. E foi assim que minha sede por putaria foi tomando forma, junto com a minha bissexualidade — que demorou um tempo pra eu admitir, mas sempre estava ali, latente.
Mas essa história é sobre o meu primo Cauê.
Crescemos afastados — a vida separou a família quando eu tinha uns dez anos. Ele foi morar com os pais dele no interior e eu fiquei na cidade. Nos víamos uma vez por ano, no máximo, nas reuniões de família. Quando adolescentes, a gente mal se falava. Quando adultos, a vida foi ainda mais corrida.
Cauê tem a pele bem morena, olhos castanho-escuro, cabelo preto liso — parece muito um índio, sempre pareceu. Eu sou branco, olhos verdes, cabelo loiro-escuro ondulado. Os dois sempre fomos em forma, atléticos. Ele na academia, eu na natação.
Nos reencontramos numa festa de família — aniversário de 70 anos da nossa avó. Eu tinha 27, ele 25. Faz tempo que não víamos um ao outro de verdade. Quando ele entrou no salão eu quase não reconheci: tinha virado um homem gostoso, a pele morena ressaltando os braços definidos, uma camiseta branca colada no peito, calça jeans escura. Eu senti aquela coisa familiar se mexer em mim — a mesma que sentia quando olhava pro volume dos homens de sunga na praia quando era moleque.
A gente se abraçou, batemos papo, tomamos umas cervejas. A festa foi até tarde e quando o pessoal mais velho foi indo embora, sobramos eu, ele e mais dois primos mais novos. Ficamos na varanda da casa da vovó. Os mais novos acabaram indo dormir cedo e ficamos eu e Cauê sozinhos, cada um numa cadeira, a noite fria e a cerveja gelada.
CAUÊ: "Saudade de quando a gente ficava por aqui à toa, sem responsabilidade nenhuma." EU: "É… A vida vai complicando."
Ficamos em silêncio um tempo. Ele me olhou de um jeito diferente — demorado demais pra ser só conversa de primo. Eu senti o estômago virar.
CAUÊ (BAIXINHO): "Você ainda é do mesmo jeito?"
Eu entendi na hora. Não precisei de explicação. Sorri e respondi:
EU: "Depende do jeito que você tá falando."
Ele deu um meio sorriso e levantou. Falou que ia buscar mais cerveja. Quando voltou, em vez de sentar na cadeira dele, sentou na borda da minha, encostando o corpo no meu. Eu não me movi. Ele passou o braço por trás das minhas costas com naturalidade, como quem abraça um primo velho. Só que a mão desceu devagar pelo meu lado e parou na minha cintura.
Meu pau já estava duro dentro da calça.
Olhei pra ele e ele olhou pra mim — aquele olhar de safado que eu reconhecia porque era igual ao meu. Nos beijamos ali mesmo, na varanda, com a casa cheia de gente
dormindo. Um beijo lento no começo, depois com a língua, depois com as mãos se movendo. Ele apertou meu pau por cima da calça e gemeu baixinho.
CAUÊ (SUSSURRANDO): "Caralho… Já faz tempo que eu queria isso."
Fomos pro quarto do fundo — o mesmo quartinho de hóspedes que a vovó sempre mantinha arrumado. Trancamos a porta. Ficamos de pé no escuro, nos tirando a roupa sem pressa, um ajudando o outro. Quando ele ficou só de cueca branca na pele morena eu quase gozei ali parado — a imagem era bonita pra caralho.
Me abaixei, tirei a cueca dele devagar e caí de joelhos. Passei a língua na pica dele que já estava dura e pulsando. Ele segurou meu cabelo e gemeu abafado com a boca tapada pela própria mão — cuidado pra não acordar ninguém. Eu chupei com vontade, fundo, sentindo ele tremer de prazer.
CAUÊ (ROUCO, SEGURANDO O GEMIDO): "Porra… não para."
Depois ele me levantou e me virou de costas, encostando o corpo dele no meu por trás. Eu senti a rola dura dele me roçando e fiquei louco de tesão. Ele me mordeu o pescoço, apertou meu peito, desceu a mão e fechou os dedos no meu pau.
Deitamos na cama estreita — os dois mal cabiam, mas nenhum se importou. Ficamos nos chupando, rebolando um no outro, gemendo no ouvido do outro bem baixinho enquanto lá fora o vento balançava as árvores do quintal da vovó.
Gozamos juntos, suados, apertados naquela cama de solteiro, tentando não fazer barulho e falhando meio que na parte final.
Nos vestimos, voltamos pra varanda, abrimos duas cervejas frias e ficamos em silêncio por um tempo. Ele olhou pra mim com aquele sorriso safado e falou:
CAUÊ: "A gente devia se ver mais vezes." EU: "Com certeza."
Desde então a gente se vê toda vez que dá. Já não precisa de festa de família como desculpa.
Fim.

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