Isolado e Descoberto
Tudo isso aconteceu em 2020, naquele ano estranho e silencioso da pandemia. Eu tinha 45 anos, morando sozinho, e a solidão pesava mais do que as notícias na TV. Estávamos todos confinados, trancados dentro de casa, busc…
Início do roteiro
Tudo isso aconteceu em 2020, naquele ano estranho e silencioso da pandemia. Eu tinha 45 anos, morando sozinho, e a solidão pesava mais do que as notícias na TV. Estávamos todos confinados, trancados dentro de casa, buscando fugas desesperadas em telas brilhantes. Eu passava minhas noites consumindo sites pornô, vagando por salas de bate-papo anônimas, tentando encontrar alguma conexão, algum calor humano, mesmo que digital.
O tesão acumulado e a falta de toque começaram a me deixar louco. Foi numa dessas madrugadas insones que resolvi adquirir produtos para consolar pessoas solo, como eu. Naveguei por lojas online com o coração acelerado, sentindo um misto de vergonha e excitação. Enchi o carrinho virtual: comprei um masturbador masculino, daqueles modernos, para colocar minha rola com bastante gel, simulando a textura quente e apertada de uma vagina.
Mas a curiosidade e o desejo reprimido me levaram além. Comprei também uma rola realística, imponente, com um vibrador potente na base. Para completar o kit de sobrevivência, adicionei muitas camisinhas, frascos grandes de gel lubrificante e pilhas. Muitas pilhas.
Quando a encomenda chegou, dias depois, fechei as cortinas. Fiquei assistindo alguns vídeos para entender como usar tudo aquilo, sentindo o pau endurecer só de imaginar. Respirei fundo e resolvi testar minhas compras.
Abri as caixas com mãos trêmulas. A pica de silicone era impressionante, realística até demais. Tinha uns 19 cm, grossa, moldada com muitas veias saltadas e uma cabeça bonita e definida. Na base, uma ventosa forte prometia fixação. Além disso, tinha a vibração. A vagina de silicone, macia e rosada, também vibrava. Era um arsenal de prazer.
Peguei a pica primeiro, liguei a vibração no máximo e, sem pensar muito, encostei na minha rola, que já estava dura como pedra. O contato do silicone frio vibrando contra minha pele quente foi um choque elétrico. Foi gostoso, estranhamente prazeroso. Fiquei ali, brincando de "luta de espadas" comigo mesmo, roçando a pica falsa na minha pica verdadeira, sentindo as vibrações percorrerem meu corpo.
'Caralho, que tesão', pensei, a respiração ficando ofegante. Eu estava com muito tesão, um tesão acumulado de meses.
Decidi que era hora de ir além. Coloquei uma camisinha no consolo, desenrolando o látex com cuidado, e lambuzei tudo com uma quantidade generosa de gel. O cheiro do lubrificante encheu o quarto.
Deitei na cama, levantei as pernas e comecei a colocar a ponta daquele consolo no meu cu. Eu nunca tinha colocado nada ali, nunca tinha usado um consolo na vida. O medo inicial se misturou com a excitação. Empurrei devagar. A sensação de preenchimento foi avassaladora. Estava mais ainda com tesão, o pau pulsando dolorido de tão cheio. Sentir aquela rola vibrando lá dentro, tocando lugares que eu nem sabia que existiam, era gostoso demais.
Mas eu queria mais. A posição na cama não era suficiente. Levantei, com as pernas bambas, e fui até a parede. Grudei a ventosa da rola na parede fria, testei a firmeza, e preparei a vagina de borracha na minha mão. Coloquei uma camisinha na minha própria rola, que parecia prestes a explodir, e derramei mais gel.
Fiquei de costas para a parede onde estava preso o consolo. Respirei fundo, alinhei meu corpo e, num movimento lento e obsceno, consegui colocar o consolo inteiro para dentro de mim. O gemido que soltei ecoou no quarto vazio. Fiquei fazendo os movimentos de vai e vem, sentindo a pica de silicone entrar e sair do meu cu, roçando na próstata com aquela vibração insana.
Ao mesmo tempo, com a mão trêmula, encaixei a minha rola na vagina de silicone e fiz o mesmo movimento. Eu era penetrado e penetrava ao mesmo tempo, num ciclo fechado de luxúria solitária.
Nossa, não demorou. Em poucos minutos, meu corpo inteiro retesou. Tive um forte orgasmo. Mas muito, muito forte. Minha visão turvou, as pernas falharam, e eu gozei litros dentro daquela vagina de borracha enquanto meu cu apertava desesperadamente a pica na parede. Caí no chão depois, suado, ofegante, cercado por brinquedos e fluidos.
E foi assim, descobrindo prazeres que eu nem imaginava, que passei meu tempo na pandemia. Isolado, mas definitivamente não sozinho.
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