O Segredo da Madrugada: A Boneca e a Patroa
A van preta blindada cortava a Avenida Atlântica como um tubarão no mar escuro. Dentro dela, o silêncio era espesso, carregado de uma eletricidade estática que fazia os pelos do meu braço arrepiar.
Início do roteiro
A van preta blindada cortava a Avenida Atlântica como um tubarão no mar escuro. Dentro dela, o silêncio era espesso, carregado de uma eletricidade estática que fazia os pelos do meu braço arrepiar.
Eu estava sentada no banco de couro, as pernas cruzadas, meu body dourado brilhando na penumbra. Do meu lado, Helen, minha irmã e cúmplice de vadiagem, mordia o lábio inferior, os olhos fixos em André, o moreno malandro que a devorava com o olhar do outro lado do corredor. Marcos, o marido dela, já estava naquele estágio de bêbado onde a cabeça pendula, cochilando, inútil.
Mas o show... o show estava no fundo da van.
Olhei para trás e lá estava Ricardo — meu marido, o Doutor Ricardo — sentado imprensado entre Thiago e Paulo, o gigante que chamavam de "Negão". E Ricardo não parecia um refém. Ele parecia uma oferenda.
A mão de Paulo, aquela mão negra e colossal, repousava possessivamente na coxa do meu marido, apertando a carne branca perto da virilha. E Ricardo... estava de olhos fechados, respiração curta, suando frio. Ele não tirava a mão do homem dali. Ele se inclinava em direção a ela. Não sei se a bebida o deixou mais solto, se aquele homem o deixava incontrolável, ou se eu nunca havia reparado por não desconfiar — mas chegamos.
Um prédio de luxo, antigo, na Avenida Atlântica, de frente para o mar, mas longe o suficiente do tumulto para ser discreto. Subimos pela entrada privativa. A cobertura.
Quando a porta se abriu, o apartamento se revelou: imenso, minimalista, chão de mármore branco, sofás de couro preto, e uma parede inteira de vidro dando para o mar negro do Rio de Janeiro. Não parecia casa de família. Parecia um abatedouro de luxo. Uma garçonnière feita para o pecado.
PAULO (A VOZ TROVEJANDO NA SALA): "Fiquem à vontade. A casa é nossa. O que a diretoria vai beber? Uísque? Gin? Ou preferem… outra coisa?"
Ricardo foi o primeiro a se mover. Ele praticamente correu até o bar.
RICARDO (AFOBADO): "Eu sirvo, Paulo! Deixa que eu sirvo!"
Ele pegou a garrafa de Black Label como um garçom nervoso. Um servo.
Marcos, cambaleando, desabou no sofá maior. "Nossa… que vista…" murmurou, e em dois minutos estava apagado. O marido da minha irmã estava fora de combate. Helen nem olhou para ele. Já estava na varanda, com André acendendo um cigarro pra ela.
Sobramos eu, Ricardo, Paulo e Thiago na sala. Servimos uísque. O clima era pesado. Ricardo bebia rápido demais, nervoso. Paulo e Thiago trocavam olhares que eu não conseguia decifrar completamente — sorrisos de canto de boca, como predadores cercando uma presa fácil.
RICARDO (COLOCANDO O COPO NA MESA COM A MÃO TRÊMULA): "A noite foi longa… eu acho que preciso deitar um pouco. O calor me derrubou. Vamos, amor? Tem quartos sobrando. A gente descansa um pouco e depois vê o que faz."
Eu sabia que era mentira. Conhecia aquele tique no olho dele. Mas entrei no jogo.
EU (FINGINDO UM BOCEJO): "Vamos. Eu também tô exausta." PAULO (SORRINDO): "O corredor à direita. A segunda suíte é a de vocês. Fiquem à vontade."
Fomos para o quarto. Ricardo mal tirou a roupa. Deitou de cueca samba-canção, virado para a parede, tenso como uma corda de violino. Eu tirei meu salto, deitei ao lado dele ainda com o body dourado e fechei os olhos.
RICARDO (A VOZ FALHA): "Boa noite, amor." EU: "Boa noite."
Esperei. Cinco minutos. Dez. A respiração dele não mudou para o ritmo de sono. Ele estava acordado. Então ouvi: o barulho suave do lençol. O peso saindo da cama. Abri uma fresta dos olhos. Ricardo estava em pé, calçando o chinelo com cuidado extremo. Olhou para mim. Me mantive imóvel, respirando fundo e devagar. Ele abriu a porta do quarto. Click. Saiu.
Esperei mais alguns minutos. Meu coração batia na garganta. O instinto de caçadora gritava. Me levantei, descalça — o mármore frio sob meus pés. Caminhei até a porta e a abri devagar. O corredor estava na penumbra.
Lá no fundo, uma outra porta estava entreaberta. Uma luz amarelada saía de lá. E sons. Não eram sons de conversa. Eram sons molhados. Gemidos abafados. E o som inconfundível de pele batendo em pele. PLOC. PLOC.
Eu fui. Pé por pé. Uma esposa espiã na casa do pecado. Cheguei à porta entreaberta. E olhei.
A imagem gravou na minha retina como ferro em brasa.
Ricardo. O meu marido. O Doutor. O homem que me fodia no escuro, rápido e sem graça. Estava em cima da cama. De quatro. A cueca jogada no chão. A bunda dele, branca e flácida, empinada para cima, o rosto enfiado no travesseiro, mordendo a fronha.
E atrás dele... Thiago. Nu. Com uma ereção preta e grossa que brilhava de saliva.
THIAGO (SUSSURRANDO, SEGURANDO OS QUADRIS DO RICARDO COM FORÇA): "É isso que você quer, Doutor? É isso que você veio buscar no Rio?"
Ricardo gemia contra o travesseiro.
RICARDO: "Sim… sim… mete… mete logo…"
Thiago não teve piedade. Cuspiu na própria rola e, sem aviso, enterrou tudo de uma vez no rabo do meu marido.
— GGGUUUUUHHHH!
Ricardo arqueou as costas — mas não de dor. De prazer. Rebolou para trás, encaixando a tora inteira dentro dele.
THIAGO: "Isso, sua boneca safada."
E começou a socar. Era violento. Thiago puxava os quadris do Ricardo e batia com força. As bolas dele batiam na bunda do meu marido. PLOC-PLOC-PLOC.
E então, o tapa. Thiago levantou a mão aberta e desceu a lenha na bunda branca do Ricardo. TAPA! A pele ficou vermelha na hora.
RICARDO (GRITANDO, A VOZ FINA E ENTREGUE): "AI! ISSO! ME BATE! ME ARROMBA!"
Eu estava paralisada. Boca seca, buceta encharcada. Meu marido não era apenas gay. Ele era uma puta passiva. Gostava de ser humilhado, usado, arrombado. Tudo o que ele não fazia comigo, ele implorava para aquele homem fazer com ele.
Eu estava tão hipnotizada pela cena — vendo meu marido levar socadas tão fortes que a cama andava — que não ouvi os passos atrás de mim.
Senti um calor nas minhas costas. Um cheiro de uísque e perfume caro masculino. E uma mão — enorme, quente e pesada — pousou no meu ombro. Eu gelei.
PAULO (SUSSURRANDO BEM NO MEU OUVIDO, A BARBA ROÇANDO NA MINHA NUCA): "Deixa eles…"
Era o Paulo. O Negão. O dono da casa. Eu não me virei. Continuei olhando meu marido sendo fodido.
PAULO (A MÃO DESCENDO PARA A MINHA CINTURA, APERTANDO O BODY DOURADO): "Você sabia, não sabia? No fundo… você sabia do que o seu marido gosta."
EU: "Eu…"
Minha voz falhou.
PAULO: "Olha pra ele. Ele é uma boneca. Ele nasceu pra servir. Pra levar pau."
Paulo encostou o corpo no meu. Senti o volume dele — duro, enorme — pressionando minha bunda. Passou a mão pela minha barriga e desceu. Por cima do tecido do body, tocou minha buceta. Eu estava pingando.
PAULO (A VOZ ROUCA): "E você? Vai ficar só olhando? Ou quer descobrir o seu lugar nessa história?"
Eu me virei lentamente. Paulo estava ali. Uma montanha. Os olhos brilhavam com malícia e poder. Ele estendeu a mão.
PAULO: "Vem comigo. Deixa a boneca brincar com o Thiago. O chefe quer cuidar da patroa."
Olhei uma última vez para o quarto. Ricardo estava gritando:
RICARDO: "ME ENCHE DE LEITE!"
Olhei para Paulo. Para o volume na bermuda dele. Para a promessa de destruição naquele olhar. Segurei a mão dele.
EU: "Me leva."
Paulo sorriu — aquele sorriso de quem é dono do mundo. Me puxou para o corredor, longe dos gemidos do meu marido, em direção à suíte principal.
Ele me guiou com a certeza de um predador que sabe que a presa já se entregou. Atravessamos a sala de estar, pisando no mármore frio. O apartamento estava na penumbra, iluminado apenas pelas luzes da orla de Copacabana que entravam pela parede de vidro.
PAULO (PARANDO DE REPENTE, ME PUXANDO PARA TRÁS, COLANDO MINHAS COSTAS NO PEITO LARGO DELE): "Espera. Olha ali."
A porta de vidro da varanda estava aberta, deixando a brisa do mar entrar. E lá fora, encostada no guarda-corpo de vidro, com o Rio de Janeiro e o mar negro aos seus pés, estava Helen. Minha irmã. A "Tia Vadia".
Ela estava nua, debruçada sobre o parapeito. E atrás dela, André — o outro malandro da "diretoria" — a fodia sem piedade. Helen gemia toda empinadinha. O cabelo loiro voava com o vento. André segurava os cabelos dela com uma mão e batia na bunda com a outra, num ritmo frenético. Eu vi o rosto dela de perfil, iluminado pela luz da lua — em êxtase, a boca aberta, babando, recebendo cada centímetro daquele homem enquanto o marido dela dormia bêbado a poucos metros dali.
PAULO (MORDENDO MEU PESCOÇO, A MÃO APERTANDO MINHA BUCETA ENCHARCADA POR CIMA DO BODY): "Sua família é suja, Luana. Sua irmã dando o rabo na varanda pro André… seu marido dando o rabo no quarto pro Thiago… e você aqui. A matriarca da putaria. Pronta pra ser a sobremesa do chefe."
Ver minha irmã sendo usada daquele jeito, enquanto meu marido gemia no outro quarto, foi a gota d'água. Minhas pernas tremeram.
EU: "Me leva, Paulo. Me tira daqui. Me fode." Ele riu baixo. "Vem."
Me arrastou para a suíte master. A porta se fechou atrás de nós com um clique pesado, abafando os sons da orgia lá fora. O quarto era imenso: cama king size no centro, lençóis de seda preta e um espelho no teto. O cheiro era de macho. De uísque e testosterona. Paulo não perdeu tempo. Soltou minha mão e foi até a beira da cama.
PAULO: "Tira. Eu quero ver se você é melhor que a tua irmã e o teu marido."
Tirei o salto. Com mãos trêmulas, puxei o body dourado para baixo. Ele deslizou pelo meu suor e caiu nos meus tornozelos. Eu chutei longe. Fiquei nua. No meio da suíte do dono. Paulo me olhou — não sorriu, me analisou como um açougueiro analisa a melhor peça de carne.
PAULO: "Vem cá. Tira a minha roupa. Eu quero ser servido."
Me ajoelhei entre as pernas dele. O cheiro de almíscar era inebriante. Tirei os tênis, a bermuda, a cueca.
E quando a rola dele se libertou... meu Deus. Era uma tora. Grossa, pesada, pulsando com vida própria. A cabeça larga, inchada, roxa de desejo. Veias grossas correndo pelo eixo como cabos de aço. Uma arma. Uma ferramenta feita para arrombar.
PAULO (PASSANDO A MÃO NA MINHA CABEÇA): "Gosta do que vê, patroa?" EU: "É… monstruoso." PAULO: "É o que o seu marido queria. Mas ele não aguenta — é fraco. Você tem cara de que aguenta. Prova."
Ele segurou minha nuca. Abri a boca e o levei para dentro. O gosto era de homem, de pele salgada — um choque de perversão absurdo. Era grosso demais. Eu mal conseguia fechar a boca. Ele preenchia tudo: garganta, bochechas. Chupei com vontade, usando a língua, tentando acomodar aquele gigante.
PAULO (SEGURANDO MEU CABELO): "Isso… chupa… chupa como se a tua vida dependesse disso."
Ele não me deixou chupar por muito tempo. A paciência dele era curta.
PAULO (ME PUXANDO PARA CIMA): "Chega. Eu não quero boquete. Eu quero buceta. Quero sentir se a patroa é apertada."
Ele me jogou na cama. Os lençóis de seda eram frios nas minhas costas, mas eu estava pegando fogo. Subiu em cima de mim — o peso esmagador e delicioso. Prendeu meus pulsos acima da minha cabeça com uma mão só. Era imenso.
PAULO: "Abre."
Eu abri as pernas. O máximo que pude. Ele se posicionou. A cabeça da rola roçou na minha entrada — tão largo que eu senti que ia me rasgar.
PAULO (OLHANDO NOS MEUS OLHOS): "Relaxa, Luana. Eu vou te abrir no meio."
E ele empurrou. — AAAAHHHHH!
Eu gritei. Não foi um gemido — foi um grito. Ele entrou rasgando, preenchendo cada milímetro, me esticando como eu nunca fui esticada. Nem o Cadu, nem o Jonas... Paulo era de outra categoria. Parou quando entrou tudo. Fundo. No meu útero. Eu sentia ele pulsando dentro da minha barriga.
PAULO (O ROSTO SUADO PRÓXIMO AO MEU): "Porra… você é quente… apertada…"
E ele começou. Não havia carinho. Não havia ritmo de samba. Havia posse. Brutalidade. Ele me fodia com estocadas longas e lentas — saindo quase tudo e entrando tudo de novo, para eu sentir a cabeça dele abrindo caminho a cada vez.
PAULO: "Olha pra mim! Olha quem tá te comendo! Enquanto o teu marido dá o rabo, eu tô aqui, enchendo a mulher dele!" EU: "Isso… Paulo… me fode! Me arromba!" PAULO: "Eu vou acabar com você, Luana. Amanhã você não vai conseguir andar. Vai lembrar do Negão a cada passo que der."
Ele cumpriu a promessa. Começou a bombear — não era sexo, era engenharia de demolição. Segurava meus quadris com aquelas mãos de alicate, deixando as marcas dos dedos na minha pele branca, e me puxava contra a pélvis dele a cada estocada. PLAFT. PLAFT. O som da carne dele batendo na minha bunda ecoava no quarto silencioso.
PAULO: "Olha pro teto!"
Eu olhei. O espelho. A visão era tudo. Via minha perna pálida jogada por cima do ombro negro e massivo dele. Via o rosto dele, contorcido em esforço e prazer, os dentes trincados. E via aquela tora preta entrando e saindo de mim, sumindo dentro da minha carne e reaparecendo brilhante, esticando meus lábios ao limite.
PAULO (ME DANDO UM TAPA ESTALADO NA COXA): "Tá vendo isso? Tá vendo como você engole tudo? Você nasceu pra isso, Luana. O seu marido — aquele frouxo — nunca chegou nem perto desse fundo, né?" EU (REVIRANDO OS OLHOS): "Nunca… Paulo… nunca! É grande demais… tá batendo no útero!" PAULO: "É pra bater mesmo. Eu quero marcar por dentro. Quero que você sinta o peso do chefe."
Ele mudou de posição sem sair de dentro de mim. Se sentou na cama e me puxou para o colo, de frente. Eu cruzei as pernas nas costas largas dele. Agora eu estava cavalgando — mas ele estava no comando. Segurava minha cintura e me fazia quicar naquela estaca. Eu sentia cada veia, cada centímetro daquela cabeça roxa me preenchendo.
Ele me beijou. Um beijo com gosto de uísque e domínio. A língua dele varria a minha boca enquanto me impalava de baixo para cima.
PAULO (SUSSURRANDO CONTRA A MINHA BOCA): "Sabe o que o Thiago tá fazendo com o Ricardo agora?" EU: "Me conta…" PAULO: "Ele tá fazendo do teu marido a mulherzinha dele. Tá enchendo aquele rabo branco de leite. E enquanto ele vira boneca… você vira a minha rainha." Aquilo me deu um tesão explosivo. A traição dupla. A perversão perfeita. EU: "Me enche também, Paulo! Eu não quero ficar atrás dele! Eu quero ser mais usada que ele!" PAULO: "Você vai ser."
Ele me deitou de novo. Segurou minhas pernas e as dobrou sobre a minha cabeça, me dobrando ao meio. Estava completamente aberta, exposta, vulnerável. E ele marretou.
Foi violento. Foi rápido. Foi a foda mais crua da minha vida. Eu não gemia mais, eu gritava abafado no travesseiro para ninguém ouvir lá fora.
PAULO: "VOU GOZAR, LUANA! SEGURA!"
Ele enterrou tudo — até as bolas baterem na minha bunda. Travou o corpo, os músculos dos braços parecendo pedras. E descarregou.
Eu senti o jato quente bater fundo, no colo do meu útero. Parecia infinito. Ele estava me inundando — uma quantidade absurda de porra quente, grossa, de macho alfa. Eu sentia minha barriga esquentar.
Quando ele finalmente saiu, fez um barulho molhado, e um fio grosso de sêmen e lubrificação escorreu de mim, sujando o lençol preto de seda.
Paulo se levantou, ofegante, o corpo brilhando de suor. Me olhou jogada na cama, destruída, com as pernas bambas. Sorriu.
PAULO: "Agora sim. Agora você tá batizada pelo Rio de Janeiro."
Olhou para o relógio de pulso que ele não tinha tirado.
PAULO: "Você tem que ir." EU (TONTA): "Ir?" PAULO: "Voltar pro quarto. Onde você 'dormia'. A boneca já deve estar acabando lá com o Thiago. Se o Ricardo chegar e você não estiver lá… perde a graça do segredo."
Eu entendi. O jogo continuava. Me levantei — as pernas tremendo tanto que quase caí. Paulo me segurou pelo braço.
PAULO: "Se limpa no banheiro. Mas não tira tudo. Deixa o cheiro. Deixa ele sentir o cheiro de macho em você quando ele deitar do lado."
Fui ao banheiro da suíte. Passei uma água rápida no rosto, arrumei o cabelo com os dedos. Limpei o excesso de gozo que escorria pelas pernas, mas deixei o resto lá dentro. Vesti meu body dourado e a saia, segurando os saltos na mão.
Paulo estava na porta, me esperando. Deu um último beijo bruto e um tapa na bunda.
PAULO: "Vai, patroa. Amanhã tem mais."
Eu saí. O corredor estava silencioso. A porta do quarto onde Thiago e Ricardo estavam encontrava-se fechada. Não havia mais gemidos. Corri na ponta dos pés pelo mármore frio, o coração na boca. Entrei na suíte de hóspedes que nos foi designada. Fechei a porta devagar.
O quarto estava vazio e fresco. A cama intocada. Tirei a roupa correndo, joguei num canto e me enfiei debaixo do edredom — nua, suada, a buceta ardendo e cheia do leite do Paulo. Fingi que dormia.
Passaram-se cinco minutos. Talvez dez.
A porta se abriu. Devagar.
Mantive os olhos fechados, controlando a respiração. Ricardo entrou. Caminhava devagar, meio manco. Ouvi a respiração dele, pesada. Ele parou ao lado da cama e ficou ali por um momento, me observando.
Eu sentia o cheiro que vinha dele. Cheiro de suor. Cheiro de outro homem. Cheiro de sexo.
Ele se deitou ao meu lado com cuidado, gemendo baixinho de dor ao apoiar a bunda no colchão.
RICARDO (SUSSURRANDO, ACHANDO QUE EU NÃO OUVIA): "Dorme bem, amor."
A voz dele era de pura felicidade exausta. Ele se aninhou no travesseiro. E em poucos minutos, apagou.
Eu abri os olhos na escuridão do quarto.
Eu estava cheia do Paulo. Ele estava arrombado pelo Thiago. Nós estávamos deitados lado a lado — dois pervertidos, dois adúlteros, dois mentirosos felizes — dormindo na cama do pecado no Rio de Janeiro.
E o Carnaval… só estava começando.
Fim.

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