A Manteiga da Cozinha: Antes do Banho, Algo Porco
Fim de dia de uma semana qualquer. O calor prometia chegar e o sol tinha cada vez mais dificuldade em ir embora. Ele chegou a casa cansado, fechou a porta, encostou-se nela por um segundo e começou a despir-se. Pegou no…
Início do roteiro
Fim de dia de uma semana qualquer. O calor prometia chegar e o sol tinha cada vez mais dificuldade em ir embora. Ele chegou a casa cansado, fechou a porta, encostou-se nela por um segundo e começou a despir-se. Pegou no monte de roupa suada, jogou no cesto e foi direto para baixo do chuveiro. A assobiar, deixava as mãos percorrer cada pedaço do corpo enquanto matava saudades da noite anterior — daquele corpo, daquele calor, daquele cheiro. Despertou com o som do telefone. Enrolou-se na toalha e correu. — Olá, amor. Hoje vou chegar mais tarde, tenho que terminar umas coisas… — Tudo bem, acabei de chegar. — Ligo para a pizza ou queres que eu traga alguma coisa? — Sim, quero que tragas. Tenho saudades… Esquece o jantar. Eu trato disso. Vem. Rápido.
Nem se vestiu. Continuou envolto na toalha e foi ao frigorífico ver o que havia. Não podia ser um jantar qualquer — tinha que ser especial: fruta, carne, natas. Tentou fazer tudo ao mesmo tempo, como a via fazer, com aquela graça que ele nunca conseguia imitar. Ao fim de dois minutos desistiu, começou a preparar uma coisa de cada vez, olhou em redor e estava tudo sujo e desarrumado. A toalha já tinha caído. Suava. Precisava de outro banho.
Ouviu a porta bater. O som das chaves a caírem em cima do armário. Os saltos a baterem no chão, cada vez mais perto. A voz dela encheu a cozinha com um simples: — Oi… Ela parou à entrada, olhou para ele — nu, suado, os cabelos ainda húmidos — depois olhou para a bancada cheia de ingredientes e começou a rir bem alto: — Mas o que é isto? Um homem nu! Ui, tanta coisa para comer! — fez uma pausa maliciosa — Por onde começo? Aproximou-se dele e começou a desapertar a roupa com um sorriso de quem sabe muito bem o que quer. Voltou a provocá-lo: — Então? Como é que queres? Em menos de cinco segundos a roupa estava no chão da cozinha. Nua, passou por trás dele e disse-lhe ao ouvido, com a voz rouca de propósito: — Antes do meu banho gostava de fazer algo porco. E deixou sair uma gargalhada baixa e comprida. O pau dele ouviu aquelas palavras antes mesmo que o cérebro processasse — e gostou.
Ele lançou os braços para trás, trouxe-a para a sua frente e debruçou-a sobre a bancada da cozinha. Nem precisavam de preliminares — ou talvez fossem exactamente aqueles os preliminares, os de sempre, os que funcionavam sem falhar. Estava a segurar o pau para o conduzir até ela quando a viu esticar o braço até à manteiga. Com a mão completamente coberta de gordura, ela levou-a devagar para baixo do seu próprio corpo.
Ele não via o que ela estava a fazer. Mas imaginava. E sentia o pau a ficar cada vez maior, cada vez mais latejante, até que sentiu a mão dela a passear devagar pelo seu comprimento. Parecia que o ia masturbar, mas foi uma coisa rápida — largou-o e ficou à espera, quieta. Depois empinou mais o rabo, afastou as nádegas com as próprias mãos, e ele ficou sem a menor dúvida do que ela queria.
Saiu da imobilidade da surpresa inicial. Apontou o pau para aquele buraquinho redondo e enrugado. Parou um segundo — pensou em começar com um dedo, devagar, como devia ser. Mas o rabo dela veio na sua procura, e a cabeça vermelha desapareceu dentro daquele corpo com uma pressão quente e apertada que o deixou sem respiração. Ela gritou. Ele suspirou fundo.
Pela surpresa, ele saiu. Ouviram-se dois "Não!" em simultâneo. — Vem! — disse ela. — Rápido! Ele investiu como um animal. As respirações de ambos eram de criaturas fora de si. Ele empurrava o pau o mais fundo que conseguia e sentia um aperto em torno de todo o seu comprimento — como um anel quente a acariciá-lo de uma ponta à outra, lentamente, enquanto ele avançava até ao fundo e voltava a sair.
— Ai! — dizia ele, e ela replicava um eco: — Ai! De olhos fechados, agarrado nos quadris macios dela, ele urrava de prazer e sentia o corpo dela com pequenos espasmos, tremuras leves que lhe percorriam a espinha toda. Ela tinha a cabeça pousada na bancada, respirava como um animal, mordia o lábio inferior e lançava a cabeça ligeiramente para trás cada vez que ele se aproximava com força. — Não aguento mais! — disse ele, com as pernas a tremer, sentindo o pau a latejar como nunca tinha latejado. — Cala-te e não pares. — respondeu ela, a voz engasgada de tesão — Mais rápido… ai! Sai e volta a entrar rápido! Fode-me!
Ele, com a garganta seca e o mundo a girar, cumpriu tudo o que ela pediu — cada palavra, cada ordem, cada ai que ela soltava — até ficar deitado sobre o corpo dela, completamente exausto, os dois a ofegar em silêncio sobre a bancada fria.
O anal terminou num banho a dois, lento, repousante — as mãos ainda a percorrerem a pele um do outro como se ainda não quisessem parar.
O jantar não ficou na história. Mas mais tarde repetiram aquela cena — desta vez em cima da mesa. Esse fica para outro dia.
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