Domingo no Ibirapuera
Domingo, meio-dia. O sol rachava por cima das árvores do Parque do Ibirapuera. O lugar tava cheio, mas não barulhento. Casais na grama, famílias com crianças, gente correndo, gente deitada embaixo das árvores.
Início do roteiro
Domingo, meio-dia. O sol rachava por cima das árvores do Parque do Ibirapuera. O lugar tava cheio, mas não barulhento. Casais na grama, famílias com crianças, gente correndo, gente deitada embaixo das árvores.
Eu andava sem rumo, só curtindo o dia, quando vi ela.
Sentada sozinha num banco de madeira sob uma árvore larga, pernas cruzadas, vestido floral curto, óculos escuros, um copo de água na mão. Pele dourada pelo sol, coxas largas à mostra, e aquele jeito relaxado de quem domina o próprio tempo. Devia ter uns 38, talvez 40. Olhar tranquilo, mas com algo na boca que chamava pra putaria.
E chamava.
Fingi que tava olhando o celular e sentei no banco ao lado, de frente pra trilha de terra batida. O espaço era estreito, e nossos joelhos se encostaram de leve. Ela não afastou. Cruzou e descruzou as pernas devagar, deixando o vestido subir só o suficiente pra eu ver que não usava nada por baixo.
O calor aumentou pra caralho.
Ela tirou os óculos, me olhou de lado e disse num tom leve:
— Quente hoje, né?
— Muito — respondi, encarando as coxas abertas dela. Ela percebeu. Sorriu.
— Mas tem sombra aqui…
Aquela frase ficou no ar igual convite. Me aproximei, e nossas pernas se tocaram mais. Minha mão escorregou até a dela, e ela deixou. O toque se firmou, e logo nossos dedos estavam entrelaçados.
Ela soltou a mão e puxou meu braço, guiando minha mão direto pra dentro do vestido, entre as pernas abertas. Não tinha calcinha. E a pele ali tava quente, molhada, latejando.
— Tô com fogo desde que cheguei aqui — sussurrou, encostando os lábios no meu ouvido.
Comecei a acariciar ela com os dedos, devagar. A textura da pele, os lábios encharcados, o grelo duro. Ela segurava a borda do banco com força, tentando disfarçar a respiração pesada.
— Me fode com os dedos — pediu.
Me ajoelhei entre as pernas dela, ali mesmo, na sombra da árvore. Ninguém via a gente. O mato ao lado, o ângulo da trilha, tudo protegia a gente. Enfiei dois dedos de uma vez, fundo, com força. Ela jogou o quadril pra frente e mordeu o punho pra conter o gemido. Os olhos fechados, o corpo tenso, rebolando contra meus dedos igual quem busca mais, mais, mais.
Gozou rápido. Forte. Silencioso.
Ela tremeu inteira, apoiada no encosto do banco, sem conseguir falar por uns segundos.
Quando se recuperou, me puxou pela gola da camiseta e disse com um olhar cheio de promessas:
— Isso foi só o aquecimento… amanhã eu venho cedo. E trago a canga.
E me deixou ali, de pau duro, dedos molhados e cabeça em chamas, no meio do Ibirapuera, entre a sombra e o tesão.
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