Chuva, cerveja e foda a noite inteira
A chuva caía forte naquela madrugada de sábado em Vila Isabel. O tipo de chuva carioca que não avisa, só chega batendo no telhado de zinco e transformando a rua numa cortina d’água. Dentro do bar da esquina, luz amarela…
Início do roteiro
A chuva caía forte naquela madrugada de sábado em Vila Isabel. O tipo de chuva carioca que não avisa, só chega batendo no telhado de zinco e transformando a rua numa cortina d’água. Dentro do bar da esquina, luz amarelada, cheiro de cerveja gelada misturado com fritura e um som old school do Jorge Ben Jor no fundo.
Você chegou primeiro, já na terceira long neck. Eu entrei encharcado, camisa colada no corpo, cabelo pingando. Te vi ali no canto da mesa de fórmica, rindo sozinha de alguma coisa no celular. Cumprimentei com aquele “e aí, parceira?” de quem finge que é só mais um dia normal no trampo. Mas os olhos já entregavam.
Duas cervejas depois a conversa já tinha deslizado pro pessoal. Você reclamou do frio da chuva, eu ofereci minha jaqueta. Quando fui colocar nos seus ombros, minha mão roçou de leve na sua nuca. Você não se afastou. Pelo contrário: virou o rosto devagar, olhou nos meus olhos e mordeu o canto do lábio. Foi o sinal.
“Vamos cair fora dessa chuva e meter num lugar mais quente?”, perguntei baixo.
Você só assentiu, pegou minha mão e saímos.
O motel era logo ali, três quadras, mas pareceu uma eternidade caminhando debaixo da marquise das lojas fechadas, rindo da nossa cara de molhados, parando de dois em dois segundos pra se beijar contra a parede. Beijo quente, língua sem pressa, mordida no lábio inferior, mãos já procurando pele por baixo da roupa molhada. Você gemia baixinho toda vez que eu apertava sua cintura com força.
Quarto 17. Luz vermelha suave, cama king, espelho no teto. Nem esperei a porta fechar direito. Te prendi contra a parede, beijando seu pescoço enquanto minhas mãos subiam por baixo da sua blusa. Você tirou minha camisa com pressa, unhas arranhando de leve minhas costas. Unhas curtinhas, mas firmes — do jeito que me deixa louco.
“Me massageia?”, pediu com voz rouca, já tirando o sutiã.
Deitei você de bruços na cama. Comecei devagar, ombros, descendo pela coluna, apertando com as palmas abertas. Depois vieram as unhas: riscando de leve a nuca, traçando linhas longas pelas costas, descendo até a bunda. Você arqueava as costas toda vez que eu chegava perto da sua buceta, soltava um “caralho…” baixinho. Eu sabia que você já estava molhada antes mesmo de tocar.
Virei você de barriga pra cima. Beijei sua boca enquanto uma mão descia devagar pela barriga, dedos entrando por baixo da calcinha. Você estava encharcada — não só de chuva. Dois dedos entraram fácil, curvados, procurando aquele ponto. Você agarrou meu cabelo, puxou forte, gemeu alto no meu ouvido:
“Mais forte… porra, não para…”
Não parei. Aumentei o ritmo, polegar no clitóris fazendo círculos rápidos. Você gozou rápido, tremendo, cravando as unhas nas minhas costas, pernas se fechando em volta da minha mão.
Mas era só o começo.
Você me empurrou pra trás, subiu em cima de mim. Tirou minha calça com pressa, desceu a boca devagar pelo peito, barriga, até engolir meu pau de uma vez. Olhando nos meus olhos o tempo inteiro. Chupava com vontade, mão apertando a base, outra arranhando de leve a parte interna da coxa. Eu quase gozei ali mesmo.
“Não… vem cá”, puxei você pra cima.
Você sentou devagar na minha pica, sentindo cada centímetro entrar. Ficou parada um segundo, só sentindo, depois começou a rebolar. Lento no começo, depois mais rápido, mais forte. Eu segurava sua cintura, subia as mãos pros peitos, apertava os bicos duros enquanto você cavalgava sem dó. O barulho molhado da pele batendo misturado com a chuva lá fora era ensurdecedor.
Viramos de lado, eu por trás, uma perna sua levantada. Entrei fundo na sua buceta, devagar no começo, depois mais forte. Minha mão na sua nuca, a outra no clitóris. Você pedia mais, pedia pra meter com força, pedia pra morder seu ombro. Mordi. Você gozou de novo, apertando meu pau com a buceta, gemendo meu nome misturado com palavrão.
Deitamos suados, ofegantes. Mas meia hora depois você já estava de quatro no espelho, olhando pra trás, pedindo:
“De novo… me fode até o sol nascer.”
E foi o que fizemos. A noite inteira. Posições que nem sei o nome, gemidos que deviam ter acordado o andar todo, marcas de unhas nas minhas costas que eu só ia descobrir no banho de manhã, cheiro de sexo e cerveja impregnado na pele.
Quando a chuva finalmente deu uma trégua, já eram quase seis da manhã. Você deitou a cabeça no meu peito, rindo baixinho: “Segunda-feira vai ser foda no trampo, hein…”
Eu só sorri e puxei você mais pra perto. A gente ainda tinha o domingo inteiro pela frente pra foder de novo.
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